Artigos LEC | Inspiração na CIA
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Inspiração na CIA

Quando o assunto é compliance, a prevenção costuma ser o melhor remédio. E uma das formas mais comuns para antever e mitigar riscos é o monitoramento constante de atividades, tentando identificar o que pode vir a ser considerada uma atitude suspeita. As agências de segurança – e muito particularmente as dos Estados Unidos – sabem disso muito bem. Tanto que monitoram até os celulares de chefes de Estado tidos como “amigos”.

a sala de crise da casa branca, durante a operação que matou osama bin laden: os bancos não querem caçar terroristas, mas as ferramentas dos serviços de espionagem ajudam a identificar problemas futuros.

A SALA DE CRISE DA CASA BRANCA, DURANTE A OPERAÇÃO QUE MATOU OSAMA BIN LADEN: os bancos não querem caçar terroristas, mas as ferramentas dos serviços de espionagem ajudam a identificar problemas futuros.

Mas, é no monitoramento das atividades terroristas que os sistemas de inteligência alcançaram um nível próximo ao estado de arte, monitorando uma massa gigantesca de dados que, virtualmente, alcança todo o globo e emitem alertas sobre qualquer citação ou palavra suspeita para analistas e agentes espalhados pelo mundo.

Agora os bancos de Wall Street estão se valendo das ferramentas de espionagem, fazendo o monitoramento de atividades terroristas para eliminar condutas inapropriadas de empregados, antes que elas resultem em multas ou coisa pior. “Tanto Wall Street quanto o mundo da inteligência querem a mesma coisa: descobrir variáveis desconhecidas nos dados”, disse ao jornal The Wall Street Journal, Roger Hockenberry, ex-diretor de tecnologia da CIA – Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. “Empresas financeiras não estão procurando terroristas, mas bons clientes e tentativas de fraude”, contou

Com essa nova abordagem, muitas empresas que desenvolvem sistemas na área tiveram um empurrão da CIA. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, por meio do seu braço de private equity, conhecido como In-Q-Tel, a agência começou a financiar empresas que pudessem vasculhar grandes volumes de dados para identificar ameaças terroristas rapidamente. E, à medida que os bancos de investimento e os fundos de Wall Street tentam monitorar profissionais desonestos em mercados cada vez mais complexos, esta capacidade vem sendo mais abraçada por eles. Tanto que das 101 companhias bancadas pela In-Q-Tel, 33 foram contratadas por clientes de Wall Street nos últimos anos, segundo análise do The Wall Street Journal.

 

* Publicado originalmente na revista LEC edição número 11.