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Compliance: um imperativo ético na moderna administração

Por Marcelo Roboredo *

Enquanto o país assiste, entre estarrecido e esperançoso, ao desenrolar de investigações que, mais do que em qualquer outro momento da história do país, expõem um infindável rol de denúncias envolvendo diversos setores de atividade, cabe a cada um de nós, cidadãos, uma reflexão sobre a questão ética e seu papel fundamental, tanto em nossa vida pessoal, quanto nas esferas social e profissional.

A rigor, a conduta de qualquer pessoa no ambiente coletivo e profissional, deve ser pautada pelos mesmos princípios, valores e probidade empregados em sua vida particular. Este cuidado é ainda mais imperativo no caso de pessoas que exercem funções de liderança em qualquer tipo de atividade ou empresa.

ambiente-corporativoNeste sentido, o conceito de Compliance, nascido nos EUA na virada do século XX, nada mais é do que levar ao ambiente corporativo a “conformidade” com os princípios éticos. Nascido do verbo, em inglês, “to comply”, a palavra Compliance nos traz o significado de cumprir, observar, satisfazer, enfim, estar em conformidade com leis, normas internas e externas e diretrizes éticas que têm como objetivo prevenir riscos legais e regulatórios, bem como preservar a imagem e reputação da empresa.

No entanto, o melhor resultado da implantação de um programa de Compliance não é simplesmente o de cumprir normas legais e evitar punições jurídicas. Em minha visão, o grande benefício é construir e reforçar a cultura de “fazer o certo porque é certo”. A construção desta cultura deve estar incutida em cada cidadão, tanto em seu âmbito pessoal e familiar, quanto no social e profissional.

Neste sentido, as empresas podem, e devem, ter um papel de liderança perante a sociedade para, mais do que implantarem programas de Compliance como simples ferramentas de controle, cuidarem para que essas práticas éticas sejam incorporadas por suas equipes como valiosos aprendizados para serem praticados em todos os âmbitos da vida.

Na esfera corporativa, estou certo dos benefícios advindos da prática desta “cultura da correção”. E esta convicção tem servido de inspiração a todos nós, gestores e equipe, no programa que está em desenvolvimento  em nossa empresa.

Acredito que a fase de grande transformação pela qual passa o país, apesar de traumática e dolorosa sob muitos aspectos, trará como resultado a certeza de que só poderemos avançar como nação se adotarmos novos valores e novas práticas. Confio que cada um de nós, cidadãos e profissionais, está alerta para fazer a sua parte para, juntos, ingressarmos nessa nova etapa de crescimentos e resultados compartilhados com toda a sociedade.

 

* Marcelo Roboredo é  diretor administrativo financeiro do Grupo De Nadai