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Um viável Gerenciamento de Riscos Corporativos

Por Angelo Calori e Valdinei Silva

Na história recente muitos são os escândalos corporativos relacionados a Governança Corporativa e ao ambiente de Controles Internos. Não apenas no caso como o da Eron, por exemplo, por ser um dos mais emblemáticos, famosos, complexos e gigantes esquemas de fraude, mas nos debruçar, mesmo que superficialmente sobre casos similares nos ensinam que a gestão de riscos é um exercício constante.

A gestão de riscos deve ser um exercício constante porque os ambientes internos e externos se modificam a todo momento e consequentemente os riscos associados. No ambiente externo novos mercados, novos concorrentes, novos negócios e produtos e novas regras. No ambiente interno novas estratégias, novos membros da Alta Administração (com maior ou menor apetite ao risco), novas metas e, provavelmente, novos modelos de negócios para enfrentar essas mudanças no ambiente externo. Tudo isso é muito natural no mundo dos negócios. Contudo a estratégia de Governança Corporativa deve acompanhar par e passo essa constante modificação.

O desafio em desenvolver uma estratégia de gestão de riscos adequada e viável é avalia-la e reavaliá-la periodicamente com um olhar amplo sobre as principais possibilidades de ocorrência e estabelecer os controles nos níveis adequados para mitigar sua probabilidade de ocorrência. Lembrando que gestão de risco deve ser estabelecida em consonância com o porte e perfil da Instituição e deve ser o equilíbrio entre investimento e mitigação do risco e que permita que a instituição alcance seus objetivos estratégicos.

Por fim, muitas metodologias sobre estruturas para gerenciamento eficaz de riscos corporativos e controles internos estão disponíveis, como por exemplo, ISO 31.000, FERMA, COSO e COBIT. Cada uma com sua peculiaridade, são excelentes ferramentas que se complementam no objetivo de estruturar um adequado ambiente de gerenciamento de riscos.

Contudo, um eficaz gerenciamento de risco corporativo se estabelece não apenas porque requerimentos regulatórios foram cumpridos, mas principalmente quando a Instituição consegue perceber a geração de valor e entender os benefícios para sua proteção e de seus funcionários.